(Insônia febria - parte final)
Sabrina sentiu seu corpo ferver, era raiva, era ciúme, era algo que não conseguia distinguir.
-Por que você entra no meu quarto desse jeito?
-Esse quarto não é seu! Seu quarto não é assim, além do mais esse quarto fica na casa dos meus pais.
-Você deve estar delirando Sabrina, na verdade, esse quarto é meu e de Sarah.
Sabrina olhou para Sarah com inveja e desprezo.
- Por que você está com a minha menina?
-Ela não é sua menina, é minha namorada. – Respondeu Sarah.
Sabrina sentiu sua cabeça doer e estava confusa. Lembrou que Fernanda não era mais sua namorada e que essa decisão partira dela mesma, se Fernanda e ela não estavam juntas era por sua própria culpa.
Fernanda levantou da cama e pedindo licença à Sarah levou Sabrina para o canto do quarto, próximo à porta.
- Você, Sabrina, me quis assim, me quis com outra, mas também me queria com você. Você quis o Pedro, quis por conveniência, quis porque sua família queria e você foi tola, medrosa, sem atitude. Você sabe que te amo e que estou tentando mudar minha vida, também quero ser amada, quero amar de novo, quero me sentir em paz e feliz com alguém que realmente me aceite.
-Mas eu te amo!
-De que adianta me amar? Você vai se casar com ele!
Sabrina ficou sem resposta.
-É tarde, estou com a Sarah. -Falou Fernanda.
Sabrina desabou aos pés de Fernanda e chorava feito uma criança.
-Levante-se! Não me faça sentir que ainda te amo, mas também não me faça sentir pena, não posso ficar com você, pois só me faz sofrer.
Sarah ficava apenas observando de longe, não queria se meter na conversa das duas, pois sabia que apesar de estarem separadas, Fernanda e Sabrina tinham algo inacabado, uma conversa era bem vinda, mas sabia que aquilo tinha que ter um limite.
-Fernanda, volta para cama, diga a sua amiga que é tarde, que ela precisa ir. – Disse Sarah.
-Sabrina, é melhor que você vá, acho que não temos mais nada para conversar, o que existia entre nós passou, entende, por favor. Estou com a Sarah.
Sabrina, nervosa, levantou e foi até o beliche.
- Sabrina, pára! – gritou Fernanda.
- O que você quer? Você não a escutou? Ela está comigo agora. Deixa a gente ser feliz!
Sabrina já não controlava seus atos. Chorosa e com as mãos tremendo, foi para cima de Sarah querendo tapeá-la.
-De que adianta? Você me bate, mas continua sem a Fernanda. Ela é minha agora, é minha. Você não vê? Não vê que ela quer estar comigo? Não vê que nessa cama somos uma, que nosso sexo se une, que nosso amor se constrói. Você teve a chance e a desperdiçou. Estou falando mentira? Ela quer ser feliz. Pára de achar que ela estará sempre a sua disposição, o amor não é assim, não acontece somente quando você quer, é algo que você aceita, você vive, você se permite.
Sabrina sabia que tudo aquilo que ouvia era verdade, mas sentia raiva, mesmo que dela mesma, não sabia o que fazer, sabia que Sarah falava algo que não queria ouvir e que Fernanda ainda lhe consumia uma grande parte dos pensamentos, dos seus sentimentos e que queria estar com ela naquele beliche, vivendo aquele amor, mesmo que ainda não fosse pleno, mas que tinha chances de dar certo, já que Sarah e Fernanda queriam. Por que ela não conseguia ser como Sarah, decidida, sem medo, alguém que parecia saber o que queria da vida, alguém que se aceitava? Ao levantar a mão para bater em Sarah, Sabrina escutou ao longe uma música bonita que não sabia de onde vinha, mas aquilo fazia com que ela enfraquecesse. A voz daquela cantora soava triste que ela caiu em prantos e, como um pesadelo se viu de volta à cama, suada e embrulhada em um lençol marfim. Olhou no relógio do celular, eram três e meia. Ela havia sonhado. Àquela hora o vôo de Fernanda já haveria saído e Sabrina estava com Pedro. Empurrou-o de leve de perto dela e apertado o coração, adormeceu.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
sábado, 3 de setembro de 2011
Poema escrito por um amigo
Poema dedicado a mim.
Kym, se me permites...
Estique as tuas asas
e carregue contigo
meus sonhos
pra bem longe;
Longe dos meus medos
e das minhas incertezas,
de minhas mágoas
e das minhas impurezas.
Voemos juntos
o vôo tranqüilo de que ama,
por nuvens de algodão doce
e arco-íris de alcaçuz.
Que vivamos
a eterna felicidade
na fração de segundo
que dure um beijo teu...
Poema dedicado a mim.
Kym, se me permites...
Estique as tuas asas
e carregue contigo
meus sonhos
pra bem longe;
Longe dos meus medos
e das minhas incertezas,
de minhas mágoas
e das minhas impurezas.
Voemos juntos
o vôo tranqüilo de que ama,
por nuvens de algodão doce
e arco-íris de alcaçuz.
Que vivamos
a eterna felicidade
na fração de segundo
que dure um beijo teu...
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
(continuação 2 "INSÔNIA FEBRIA")
- Sabrina?
Era como um pesadelo. Estavam naquela cama alguém e ela, a ex de Sabrina, era Fernanda, nua com seus cabelos cacheados e cheios jogados no ombro, estava debaixo daquele lençol de aparência macia, mas com uma desconhecida de Sabrina ao lado dela. Na verdade a “desconhecida” era Sarah, uma moça de pele morena clara, olhos castanhos e cabelos lisos pelo ombro, cujo rosto Sabrina já havia visto por foto quando Fernanda, sem querer, deixara um dia o celular na casa de Sophia, amiga das duas. Sarah era desconhecida por Sabrina nunca ter tido contato com ela antes, assim como Sarah conhecia a Sabrina dos Poemas que Fernanda havia lhe mostrado um dia e nunca por foto. Era estranha a sensação de ver Fernanda envolvida nos braços de outra pessoa, pois apesar de estarem separadas há meses, as duas ainda se amavam muito e Fernanda negara muitas vezes o amor de outras moças e rapazes pela esperança de um dia voltar a namorar seu grande amor. Fernanda tinha 19 anos e Sabrina 23, elas já se conheciam há cinco anos, mas namoraram três deles. Por muito tempo as duas brigaram, mas sempre se amavam depois das brigas, era muito estranho ver aquela cena no quarto depois de tudo o que já tinha passado entre elas. Aquele corpo que um dia foi de menina e agora era de mulher tinha sido de Sabrina e agora outra pessoa tomava posse dele. Tal estranho era aquele momento que Sabrina não compreendia o sentimento que crescia no peito dela. Todas as lembranças do que viveram passaram como um filme em sua cabeça em poucos segundos, então parou e percebeu que agora os momentos faziam parte de um passado que não existia mais.
-Fernanda?
(próxima postagem - parte final)
- Sabrina?
Era como um pesadelo. Estavam naquela cama alguém e ela, a ex de Sabrina, era Fernanda, nua com seus cabelos cacheados e cheios jogados no ombro, estava debaixo daquele lençol de aparência macia, mas com uma desconhecida de Sabrina ao lado dela. Na verdade a “desconhecida” era Sarah, uma moça de pele morena clara, olhos castanhos e cabelos lisos pelo ombro, cujo rosto Sabrina já havia visto por foto quando Fernanda, sem querer, deixara um dia o celular na casa de Sophia, amiga das duas. Sarah era desconhecida por Sabrina nunca ter tido contato com ela antes, assim como Sarah conhecia a Sabrina dos Poemas que Fernanda havia lhe mostrado um dia e nunca por foto. Era estranha a sensação de ver Fernanda envolvida nos braços de outra pessoa, pois apesar de estarem separadas há meses, as duas ainda se amavam muito e Fernanda negara muitas vezes o amor de outras moças e rapazes pela esperança de um dia voltar a namorar seu grande amor. Fernanda tinha 19 anos e Sabrina 23, elas já se conheciam há cinco anos, mas namoraram três deles. Por muito tempo as duas brigaram, mas sempre se amavam depois das brigas, era muito estranho ver aquela cena no quarto depois de tudo o que já tinha passado entre elas. Aquele corpo que um dia foi de menina e agora era de mulher tinha sido de Sabrina e agora outra pessoa tomava posse dele. Tal estranho era aquele momento que Sabrina não compreendia o sentimento que crescia no peito dela. Todas as lembranças do que viveram passaram como um filme em sua cabeça em poucos segundos, então parou e percebeu que agora os momentos faziam parte de um passado que não existia mais.
-Fernanda?
(próxima postagem - parte final)
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
(continuação 1 "INSÔNIA FEBRIA")
O quarto era grande, claro e podiam ser vistas rosas vermelhas em uma mesinha, estava tão claro que parecia já até ter amanhecido. Lá estavam duas pessoas embrulhadas em um lençol azul claro e com aparência de macio na parte debaixo do beliche. Só os rostos pareciam estar para fora, mas mesmo com a luz Sabrina não conseguia identificar quem eram elas, então resolveu se aproximar um pouco, mas temia aquela cena por parecer algo impossível outras pessoas estarem na casa, mas quem seriam? Será que ela conhecia? Esbarrou, sem querer, o braço em uma cômoda a pouca distância da cama fazendo com que um enfeite de vidro caísse no chão e quebrasse. As duas pessoas se assustaram.
(...)
continua...
O quarto era grande, claro e podiam ser vistas rosas vermelhas em uma mesinha, estava tão claro que parecia já até ter amanhecido. Lá estavam duas pessoas embrulhadas em um lençol azul claro e com aparência de macio na parte debaixo do beliche. Só os rostos pareciam estar para fora, mas mesmo com a luz Sabrina não conseguia identificar quem eram elas, então resolveu se aproximar um pouco, mas temia aquela cena por parecer algo impossível outras pessoas estarem na casa, mas quem seriam? Será que ela conhecia? Esbarrou, sem querer, o braço em uma cômoda a pouca distância da cama fazendo com que um enfeite de vidro caísse no chão e quebrasse. As duas pessoas se assustaram.
(...)
continua...
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
INSÔNIA FEBRIA
Era inverno e estava frio e escuro no quarto. Mesmo com o dia fatigante que teve, Sabrina não conseguia mais dormir, olhou no relógio do celular e viu que eram três da madrugada, virou para o lado e viu Pedro deitado ao seu lado com a face tranqüila, usando apenas uma cueca samba canção e o lençol embrulhando-lhe as pernas. Agoniada, levantou, abriu a porta do quarto devagar para que Pedro não acordasse, colocou a pantufa e saiu em direção à cozinha. Havia faltado luz, então acendeu a vela que estava em cima do barzinho, pegou um copo no armário e foi até a geladeira colocar água para beber. Ao abrir a geladeira, mesmo no escuro, encostou a mão em um garrafão de vinho ainda fechado, pegou-o e o pôs em cima da mesinha da cozinha ao lado da vela, abriu-o e colocou aquele líquido no copo que era para ser da água, lembrando que aquele era um presente que não teve coragem de entregar à Fernanda, sua ex-namorada que em poucos minutos partiria a procura de uma nova vida longe da cidade.
Após tomar dois copos de vinho, levantou e foi até a sala, onde estavam guardadas as caixas com toda a ornamentação para a sua festa de casamento que ocorreria em breve. As caixas se organizavam uma em cima da outra e eram muitas, a sala estava quase toda cheia de tanto bagulho, mas os pais de Sabrina nada reclamavam daquelas coisas jogadas por lá, pois deduziam que aquilo era importante para a filha, era uma vida a dois começando a ser construída. Sabrina olhou distante e triste, porém, percebeu que além das caixas, havia também três colchões de solteiro arrumados com lençóis limpos, mas, por que estariam no meio da sala aqueles colchões se somente Sabrina e Pedro estavam na casa?Pensou Sabrina que pudesse estar delirando e sentiu naquele momento que uma febre a consumia e a fazia suar, foi quando escutou uma voz distante e conhecida, que ao mesmo tempo em que a assustava, deixava-a ansiosa para saber de onde vinha, então resolveu percorrer os compartimentos da casa pequena de seus pais que estavam viajando, casa que parecia ficar cada vez maior a cada passo que dava. Abriu porta por porta de cada quarto, quartos que não acabavam mais.
De repente, ao abrir uma das portas avistou um beliche de madeira muito belo, como o que ela tivera muitos anos atrás.
(continua)
Era inverno e estava frio e escuro no quarto. Mesmo com o dia fatigante que teve, Sabrina não conseguia mais dormir, olhou no relógio do celular e viu que eram três da madrugada, virou para o lado e viu Pedro deitado ao seu lado com a face tranqüila, usando apenas uma cueca samba canção e o lençol embrulhando-lhe as pernas. Agoniada, levantou, abriu a porta do quarto devagar para que Pedro não acordasse, colocou a pantufa e saiu em direção à cozinha. Havia faltado luz, então acendeu a vela que estava em cima do barzinho, pegou um copo no armário e foi até a geladeira colocar água para beber. Ao abrir a geladeira, mesmo no escuro, encostou a mão em um garrafão de vinho ainda fechado, pegou-o e o pôs em cima da mesinha da cozinha ao lado da vela, abriu-o e colocou aquele líquido no copo que era para ser da água, lembrando que aquele era um presente que não teve coragem de entregar à Fernanda, sua ex-namorada que em poucos minutos partiria a procura de uma nova vida longe da cidade.
Após tomar dois copos de vinho, levantou e foi até a sala, onde estavam guardadas as caixas com toda a ornamentação para a sua festa de casamento que ocorreria em breve. As caixas se organizavam uma em cima da outra e eram muitas, a sala estava quase toda cheia de tanto bagulho, mas os pais de Sabrina nada reclamavam daquelas coisas jogadas por lá, pois deduziam que aquilo era importante para a filha, era uma vida a dois começando a ser construída. Sabrina olhou distante e triste, porém, percebeu que além das caixas, havia também três colchões de solteiro arrumados com lençóis limpos, mas, por que estariam no meio da sala aqueles colchões se somente Sabrina e Pedro estavam na casa?Pensou Sabrina que pudesse estar delirando e sentiu naquele momento que uma febre a consumia e a fazia suar, foi quando escutou uma voz distante e conhecida, que ao mesmo tempo em que a assustava, deixava-a ansiosa para saber de onde vinha, então resolveu percorrer os compartimentos da casa pequena de seus pais que estavam viajando, casa que parecia ficar cada vez maior a cada passo que dava. Abriu porta por porta de cada quarto, quartos que não acabavam mais.
De repente, ao abrir uma das portas avistou um beliche de madeira muito belo, como o que ela tivera muitos anos atrás.
(continua)
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Sou tua
Quando é dia e me chama
Quando é noite e há chama
No quarto, na cama
Meu estranho pilar
Se sou tua, me ama
No escuro, na grama
Quando queres me encanta
Com tua beleza de mulher
Sou tua e só tua
Quando sempre
Sempre nua
À tua procura
No mar longe, nas ruas
Perdida em tuas curvas
Deusa minha
Linda musa
Quando é dia e me chama
Quando é noite e há chama
No quarto, na cama
Meu estranho pilar
Se sou tua, me ama
No escuro, na grama
Quando queres me encanta
Com tua beleza de mulher
Sou tua e só tua
Quando sempre
Sempre nua
À tua procura
No mar longe, nas ruas
Perdida em tuas curvas
Deusa minha
Linda musa
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
segunda-feira, 25 de julho de 2011
quinta-feira, 21 de julho de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
segunda-feira, 11 de julho de 2011
domingo, 10 de julho de 2011
Com o penetrar dos olhos
Prender-te-ei com correntes
Pequena insolente
Cortarei tuas veias
Entupirei tuas artérias
Vomitarei tua ceia
Em tua mesa de pedra
Ventarei teus cabelos
Até o santo que tu pregas
Fincarei minha estaca
Em teu órgão ainda vivo
Beberei do teu sangue
Nada proibido
E velarei tua solidão nunca existida.
Prender-te-ei com correntes
Pequena insolente
Cortarei tuas veias
Entupirei tuas artérias
Vomitarei tua ceia
Em tua mesa de pedra
Ventarei teus cabelos
Até o santo que tu pregas
Fincarei minha estaca
Em teu órgão ainda vivo
Beberei do teu sangue
Nada proibido
E velarei tua solidão nunca existida.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Às vezes nos deixamos entristecer por coisas sem tanto sentido, não damos valor em coisas que parecem ser pequenas ou, não aproveitamos momentos de nossas vidas que poderiam ser tão especiais. Há 2 anos e 4 meses perdi meu primeiro filho e sem a companhia que se abrigava em meu ventre me senti tão sozinha.
Johan, este é para você.
"Numa noite, num sonho
Vi teu rosto, teu futuro
Tão breve, nesse mundo
Me deixando sem querer
Teu semblante ainda puro
Sumiu por um momento
Acordei com dor no peito
Sem saber o que fazer.
De minha memória apagada
Nasceu em meu peito
Um medo, um receio
De te perder.
Primeiro teu sorriso
Depois o teu amor
Tua pureza de criança
Que nunca mamou
Numa noite escura tua alma se foi
Pra longe, no infinito
Num sono eterno
Puro e já sem sofrimento
Que essa terra te causou
Por pouco tempo ficou
Mas me ensinou com teu viver
Que, minha criança, existe amor
Que no meu peito ainda exista
Vida, vida, vida
Johan, este é para você.
"Numa noite, num sonho
Vi teu rosto, teu futuro
Tão breve, nesse mundo
Me deixando sem querer
Teu semblante ainda puro
Sumiu por um momento
Acordei com dor no peito
Sem saber o que fazer.
De minha memória apagada
Nasceu em meu peito
Um medo, um receio
De te perder.
Primeiro teu sorriso
Depois o teu amor
Tua pureza de criança
Que nunca mamou
Numa noite escura tua alma se foi
Pra longe, no infinito
Num sono eterno
Puro e já sem sofrimento
Que essa terra te causou
Por pouco tempo ficou
Mas me ensinou com teu viver
Que, minha criança, existe amor
Que no meu peito ainda exista
Vida, vida, vida
quarta-feira, 22 de junho de 2011
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