terça-feira, 31 de maio de 2011





Ela me disse: - Segura minha mão.
Eu apenas sorri.

domingo, 29 de maio de 2011


Em minha demência
Entrego meu corpo
Minha alma, minha loucura
Minha saudade
Em minha angústia
Entrego o que não tenho
O que já não sinto
Já escapa o que não falo
Minha rosa,
Já não sou vontade tua
Entrego minha memória
Em minha demência
No confuso vai e vem
Já não sonhas meu sonho
Já não sonho o teu
Eu mesma insisto
Em querer o teu querer
Eu mesma desisto
Em minha demência

sexta-feira, 27 de maio de 2011



Tu

És a fonte de minha juventude
Ao lado de minha esperança
És a marca que me fez o amor
Sou tua, minha flor
Tua guia que te leva ao longe
E a conselheira de tua nova vida
És a força que me põe de pé
E o sorriso que me põe no rosto
És a alegria do meu novo mundo
Sou tua, meu novo amor
És minha, moça menina.

domingo, 30 de janeiro de 2011


“Tchau
Sol de inferno
Escuro
Lua clara
Inveja!
Sol a marco sobre a pele
Queima, Queima”.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Odeio quando tuas traças comem as migalhas que restam do meu corpo ébrio
É como se fossem alimentos suficientes para sustentar teu corpo podre
Minha carcaça já está bastante corroída
E de que restam sobras de uma mente um pouco sã,
Se tua intenção é me enlouquecer mais ainda?
Já sinto falta do teu corpo que esmago
Magro, que um vento só levanta
E meu corpo, o que é para ti?
Alimento puro de tua alma petrificada?
Não choro mais se sinto tua falta
Não chora, amor, em meu leito sinistro
Tuas lágrimas secas demonstram teu desprezo
Se um dia me amaste, foi puramente casual
Se um dia me odiaste, foi porque algo te fiz
E o que te fiz só eu sei dizer...
Guardo comigo teu anel de prata
E teu espírito que carrego
Guardo comigo tua boa intenção
Mas desculpe-me se cresci um mau feto
Dormirei em meu berço de veludo
Podes comer de meu corpo sujo
Já enlouqueci-me.

terça-feira, 13 de julho de 2010

“Podre gosto encharca teus lábios doces
Infantis ainda e quase meninos
Cheios de bom gosto e simpatia
Força e vida
Como os quero!
Mas esse gosto contaminado não entrego
De poeta podre e sem moral
Que os quis por tanto tempo
E agora, triste, os suja com hálito doentil.”

segunda-feira, 21 de junho de 2010


Deixa de bobagens
Não sou tua fortaleza
Não sou o que pode te erguer sempre
Encontra tua força em ti.

segunda-feira, 14 de junho de 2010






O que foste..
o que és para mim?

quinta-feira, 10 de junho de 2010


Cade o teu caráter,
Minha bela?
Cadê tua face limpa,
Minha linda?
Cadê tua decência?
E a tua alegria escondida?
Mostra!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Se eu te amasse como me amas talvez eu fosse mais feliz
Talvez eu deixasse para trás toda a agonia que não decidi guardar
Mas que aquele amor ainda me faz sentir
Queria q esse amor fosse meu
meu por inteiro
Que eu deixasse sentir
Mas ainda tem outro aqui dentro...
Aquele amor se vai (se eu permitir partir)
Mas e o teu amor?
Será que o terei para mim?
Irei eu permitir?
E o meu?Será meu mesmo?

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Será que são tantas as páginas do diário necessárias para cuspir as angústias?

sábado, 15 de maio de 2010


Hoje eu já estaria com um ano e estaria com minha mamãe e o meu papai. Minha vovó iria bater a minha porta toda manhã, mas com toda a cautela do mundo para não me espantar, iria dizer para a minha mãe me alimentar e cuidar de mim direito e cantaria para eu dormir a noite quando ela chegasse da faculdade. Meu vovô compraria uma bola grande de plástico só para me ensinar a jogar futebol e me convencer de um dia eu me tornar um vascaíno como ele e logo, o meu papai diria para eu ser palmeirense. Minhas titias seriam tias corujas. A tia Natália iria querer me vestir metaleiro e a tia Larissa iria me querer um EMO, como ela falou no Hospital no dia em que tive alta, minutos antes de eu morrer... Minha mamãe iria me superproteger e o meu papai iria dizer pra ela não me tornar um moleque mimado. Estaria eu feliz dormindo no quartinho cor de rosa e lilás da minha mamãe e abraçado a ela toda noite tendo que escutá-la cantar aquelas musiquinhas em inglês que ela canta para suas crianças nas aulas no yázigi, ai ai como ela desafina! E eu a confortaria com o meu carinho... Mas estou pertinho mamãe, papai, vovó, vovô e titias, sempre e sempre presente em suas vidas, mostrando que o amor é maior que tudo e que a vida é apenas a infância da imortalidade e que um dia todos iremos nos reencontrar e viveremos felizes e em paz.
#####JOHAN,filho,TE AMO!!!

quarta-feira, 28 de abril de 2010


Quero os teus beijos
Não só poesias.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Até parece que não percebe
Aquela que te ver passar
Se é aquela que te faz sorrir
Siga logo
Já parece que te vi cansar

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Quem é você pra vir me acordar do meu mundo?
Não me deixe encontrar nos teus lábios o que tanto me faz feliz
Não me deixe ficar sem palavras e não saber como agir
Meu instinto feminino é patético
Tua febre me envolve e não sei ficar só olhando
Já sinto o cheiro de floratas
Se és um manto coberto
Que seja de flores
Se me abrigas no teu corpo
Que não seja derrepente
Se velas minha morte
Seja de ti somente
As lágrimas de amor eterno.

domingo, 4 de abril de 2010

O que é isso que a gente trás no peito que faz sorrir, que faz doer?
Esse negócio que alimenta nosso corpo, mas que entope nossas artérias e nos faz morrer
Essa angústia que ele causa, que nos enlouquece em plena sanidade
Será que isso maltrata por prazer ou a gente que quer
é a gente que gosta no fundo no fundo
Por que de que graça teria se fosse tudo perfeito?

sábado, 30 de janeiro de 2010


Perturbo tua mente
Quando descrente
Demente
Semente que brota da terra
Da aurora outrora
Inexistente.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Quero no teu beijo tirar meu sono
Embriagar-me do teu gosto
Envolvida em meus braços
Quero do teu colo um sustento
Mesmo que por um momento
Único e necessário
Quero que dances
Só para mim
Aquela música desconhecida
Em um lugar reservado
Com rosas, minha
Quero te olhar
Enquanto recitas em teus pensamentos
Mesmo em prosa, minha poesia
E no entrelaço tímido de duas mãos
Gozar de imaginações veniais.

sábado, 26 de dezembro de 2009


O amor
Não está atrelado ao certo
A regras
É sentir
Não é provar
É percepção
Não se cria
Não se programa
É voluntário
O amor
Não é feito de belas palavras
É conquista
Quando se quer
Quando se aceita
Pelo que é
É liberdade
É deixar amar
Não importa o sexo
É cultivo
Tão simples e difícil
Amar é restrito
A quem se permite amar.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009


Às vezes me calo na solidão do meu quarto
Sem ruídos
Às vezes me perco em paredes
Sem cor
Às vezes sou apenas uma sombra
Quando da vela se faz luz
Às vezes sonho quando durmo
Sonhos nítidos de um tempo que não vivi
Quero, às vezes, gritar em silêncio
Talvez assim eu toque o meu interior
Às vezes não consigo terminar um poema
Será incompetência?
Se for!
Se for, serei eu um pseudo-escritor?
Não importa!
Às vezes só eu escuto os soluços
Com rancor
Com mágoas
Às vezes, sem vergonha
Às vezes, com pudor
Não sou apenas palavras
Às vezes também sou pena sem tinta
Tinta que manchou o que passou...
Sou apenas passagem
Um trecho de um poema
Que aos poucos...
Se apagou.